Resenhando: E Não Sobrou Nenhum

Olá pessoal, é com muito orgulho que hoje eu resenho o meu primeiro livro de Agatha Christie. Várias pessoas haviam me dito que ela era a rainha do crime, mas eu nunca tinha lido nenhum livro dela. Não que eu duvidasse, mas era que a oportunidade nunca chegava. A versão que eu li foi a de bolso, as páginas são amareladas e mesmo sendo esta versão o tamanho da letra é boa para leitura, tanto é que eu não me senti cansada enquanto lia.

Para aqueles que não sabem a história do livro é tomada como base de um poema infantil - que de infantil para mim não tem nada - onde existiam 10 soldadinhos e várias coisas vão acontecendo com eles e um a um vai morrendo, até não sobrar nenhum. Realmente não entendo algumas coisas que são tidas como para o público infantil, mas vamos lá hahah

Logo de início somos apresentados à ilha do soldado. Uma ilha que estava na boca do povo da mídia, todos queriam saber quem havia alugado a casa da ilha (ou comprado a ilha?). Era um grande mistério. Após isso nós somos apresentados aos personagens um por um - é narrado em terceira pessoa - cada um deles tem um motivo para estar se dirigindo para aquela ilha. Alguns tinham motivos muito claros e outros era possível perceber que estavam guardando alguma coisa. 

Todos eles haviam recebido um chamado de alguém especial, ou então de alguém que eles nunca tinham ouvido falar depois de tantos anos. Mas o motivo para cada um deles era mais do que suficiente para atender um pedido tão estranho quanto ir para a ilha do soldado. Nenhum deles tinham nada a ver um com o outro, nenhuma ligação. Assim que chegam lá eles são instruídos que os donos da casa Sr. e Sra. Owen irão chegar no dia seguinte.

Depois de um jantar animado onde os hospedes se conhecem melhor, algo termina fazendo com que tudo vire de cabeça para baixo. Uma gravação começa a tocar do nada onde é dito o crime de cada um deles. Cada uma daquelas 10 pessoas que estavam naquela casa haviam cometido um crime, direta ou indiretamente. Será que o que dizia a gravação era verdade? Tudo fica ainda mais complicado quando uma das pessoas morre de forma misteriosa depois do jantar. Tão estranho quanto era que tudo havia acontecido de uma forma bem parecida com um poema infantil - que se encontrava por escrito no quarto de todos os hóspedes:

Dez soldadinhos saem para jantar, a fome os move;
um engasgou, e então sobraram nove.

A partir dai nós podemos perceber que tem algo de errado com aquela ilha. E será que o poema iria se transformar em realidade com todos eles? Mas quem seria o assassino? Já que existiam somente 10 pessoas em toda a ilha.  

Confesso que enquanto lia o livro eu tentei prestar muita atenção aos detalhes, já que já haviam me dito que a escrita desta autora fazia com que você só soubesse quem era realmente o culpado quando ela mesmo falasse. Ou seja, seria impossível decifrar. E é verdade. Foi impossível para mim decifrar o que havia acontecido. Até mesmo quando ela dá a pista para nós, esfrega em nossa cara, mas nós não ligamos os pontos. Eu tive uma lógica que se provou verdadeira, mas não foi o suficiente para desvendar o assassino. Não posso falar para não dar spoiler. Nós sabemos o que irá acontecer com cada um deles, mas a astúcia dela foi tão grande que o enredo não fica cansativo, nem chato. Ela conduz você durante a leitura e faz com que você fique cada vez mais intrigado sobre quem realmente era o assassino. Virei fã de imediato.
A minha vontade agora é de ler todos os seus livros!
Um dos melhores livros que eu já li na vida, tanto pela construção dos personagens, vocabulário, astúcia, tudo hahaha

Serial Killers: Louco ou Cruel?

Olá pessoal, boa noite! 



Um assunto que tem chamado bastante a atenção das pessoas, da mídia e da indústria cinematográfica são os serial killers. E este livro retrata o que se encaixa nesse nome, de onde surgiu, o que seria. Antigamente não se sabia muito a respeito deles e por isso vários crimes ficaram impunes, sem solução.

Ilana Casoy é brasileira e estuda diversos casos causados por eles, não só os crimes, ela também deve tentar saber o que se passa pela cabeça de cada um deles.

E é isso o que ela narra neste livro. A primeira parte nos leva a tentar compreender o que seria um serial killer, quais os tipos de serial killers, o que pode fazer com que uma pessoa "vire" um serial killer. É legal que em algumas páginas nós temos diversas informações interessantes e diversos padrões que estão ali para lermos, porém, o caminho para que tudo isso fosse analisado, armazenado e até então fazer sentido, levou vários e vários anos. Para a polícia, tentar fazer um perfil do criminoso só pode ser feito com a ajuda de um especialista e algumas vezes o resultado é subjetivo. Por observar os crimes, o modo brutal, o local, as vítimas, é possível descrever a idade, cor, o que o move, se é sexualmente frustrado, se tem problemas com a mãe e várias outras coisas. Eu não iria conseguir deduzir tudo, mas, como eu disse, somente um especialista para saber.

A segunda parte nos é apresentado diversos crimes. E quando eu digo diversos, são diversos. São quase 300 páginas de crimes horríveis. Ela não contava todos da mesma maneira. Alguns começava com ela descrevendo algum crime, outros contando como era a vida do criminoso antes de tudo, os transtornos vividos, alguns eram narrados os suspeitos de tal crime. Nenhum serial Killer é igual ao outro. Alguns podem até fazer coisas parecidas, mas o modus operandi é diferente de cada um e até mesmo a assinatura - que seria o que caracteriza o crime - é diferente. Muitos deles gostam de levar troféus para casa, algo para relembrar aquele momento.

Chegou uma hora na minha leitura que eu tive que diminuir o ritmo tamanho impacto dos crimes. Eu posso dizer que nunca precisei dar uma pausa em um livro por conta do conteúdo, esta foi a primeira vez. Chegou uma hora que eu comecei a misturar alguns casos e a pensar nos crimes, para vocês verem no quanto absorta na leitura eu estava. A maioria dos crimes envolviam estupros, necrofilia e até mesmo canibalismo. A maioria das vítimas relatadas eram mulheres, devido à algum problema com a mãe ou então a frustração sexual de alguns.

Seria interessante para o resto da população se houvesse algo que indicasse quem seria um serial killer ou não, contudo não é isso o que acontece. Eles são cidadãos exemplares, fazem parte da comunidade, salvam pessoas, fazem caridade, são pessoas que inspiram confiança. Por isso que passa despercebido para todas as pessoas e quando a vítima descobre... Já não há mais como voltar atrás. Muitos deles apresentam um poder de persuasão bastante apurado, fazendo com que as pessoas os sigam para locais inusitados. Por isso que é tremendamente impossível saber quem são. E até mesmo por conta de uns que conseguem esconder os seus rastros como ninguém, tanto é que alguns casos não foram fechados por falta de prova, evidência e até mesmo de suspeito. Um dos criminosos no livro disse que a melhor parte de tudo isto é a fase de preparar - encontrar a vítima, plantar alguma armadilha, conseguir fazer com que ela caia na armadilha.

O livro é da editora DarkSide! Foi a primeira vez que li um livro deles e realmente é o que todos falam. A edição é simplesmente incrível! É legal que eles adicionaram diversas imagens dos criminosos, suspeitos e até mesmo das vítimas. Foi um trabalho minucioso e cuidadoso para nos dar essa experiência surreal. Alguns dos criminosos citados são bastante conhecidos por terem tido seus casos abertos ao público ou até mesmo devido à alguns cineastras e escritores que se basearam na vida e até mesmo nos crimes de alguns. Se algum apareceu na sua mente, então, saiba que este caso estará aqui neste livro.

O título do livro é Serial Killers: Louco ou Cruel? Realmente você não consegue ter uma ideia formada sobre o que de fato seria. Será que seria uma mistura de loucura e crueldade? Será que existem loucos capazes de atingir a sanidade matando pessoas? Ou será que são seres capazes de cometer as piores atrocidades devido a altas doses de crueldade? A ciência está estudando os cérebros de alguns criminosos e tentando chegar à uma conclusão lógica, biológica para o que leva um ser humano a fazer tudo isto, porém é difícil saber ou até mesmo compreender.

Resenhando: Sonhei que Amava Você


Olá pessoal, tudo bom?


Irei resenhar hoje um livro nacional. A autora é Tammy Luciano, não acompanho muito a carreira dela, mas falam que ela é um amor de pessoa <3  Quando a Valentina lançou este livro eu fiquei louca, pois a capa era uma coisa maravilhosa de linda e a história realmente chamou a minha atenção. Eu amo sonhos e acho que muitas coisas deles nós não podemos explicar.

Resultado de imagem para sonhei que amava vocêKira - a menina que narra a história - do nada começa a ter sonhos com um cara desconhecido. Sonhos que ela não conseguia entender, já que ela constantemente se encontrava em locais que nunca antes estivera e esse desconhecido sempre estava lá para resgatá-la ou levá-la para cantos mais inusitados ainda. Com o passar dos sonhos ela termina se apaixonando pelo homem misterioso. Qual o motivo de ter estes sonhos? Ela não compreende. Será que ela estava ficando louca por se apaixonar por alguém que parecia ser fruto de seus pensamentos? E quando do nada esse cara aparece bem na sua frente no mundo real?

Essa proposta da autora é muito legal! Porém eu não consegui me conectar com a narração ou então com o casal principal 😢

No início achei que era devido a letra, que achei pequena, e quando começo a ler livros com letra pequena eu costumo cansar mais facilmente, mas depois vou pegando o embalo da história. O enredo tem tudo para dar certo, mas realmente não sei o motivo de não ter me conectado.

Na história Kira tem uma melhor amiga Lelê - essa daí eu adorei de paixão. As suas falas eram as melhores e ela realmente parece ser alguma amiga sua -, tem os irmãos gêmeos Cafa e Cadu - que também foram personagens bem legais que as meninas viviam correndo atrás deles. Tinham seus pais que estavam passando por problemas no casamento. E depois tinha Felipe, o cara misterioso - que algumas vezes não curti muito as falas dele. O modo como ele falava e tentava ser romântico, acho que ficou um tanto superficial. -, e tem a Jalma - ex de Felipe e realmente uma pessoa bastante detestável (que era o que a autora queria fazer).

Então, senti certa dificuldade em acreditar no relacionamento do casal principal. Não por conta de Kira - ela foi uma personagem bem escrita, mas por conta de algumas coisas que Felipe falava e por várias vezes - do nada - falar "Eu e Jalma não somos mais namorados" "Não estamos mais namorando" "Não somos mais namorados". Kira já tinha dito que entendia, mas ele sempre falava isso.

Gostei do modo que Jalma foi apresentada - mesmo a autora tentando humanizá-la um pouco, a essência dela foi mais forte que tudo.

O meu casal preferido foi Cadu e Lelê <3 Não existia tanta cena dos dois juntos, e na maioria das vezes ficávamos só com os relatos de Lelê, mas adorei os dois juntos. Como eles foram construindo o relacionamento devagarzinho e timidamente.

A parte dos sonhos terminou se tornando algo não tão especial para mim :/ o que me deixou triste. Queria que os sonhos tivessem uma pegada mais misteriosa, que fossem profundos e indagadores. Eles eram românticos - certo, isso é legal :D - mas só isso. Eram sonhos românticos, onde eles passeavam por vários locais. No final - não irei falar o motivo - Kira tem sonhos que me fazem voltar para a história. Pensei: Aêww, sonhos inexplicáveis e misteriosos. Mas foi só um pequeno despertar. Infelizmente.

No geral, a proposta é muito boa, o livro é bem escrito, a diagramação é muito fofa, mas a narrativa para mim não foi tão proveitosa, o que é triste, pois tinha uma expectativa muito boa para ele.

Resenhando: A Filha do Louco

Olá pessoal, tudo bom?

Hoje irei resenhar um livro de época chamado "A Filha do Louco", este livro é baseado em outro livro chamado "A Ilha do Dr. Moreau". Saber disto me deixou mais animada ainda para continuar com a leitura, pois ele narra a história de um doutor que teve que fugir de Londres devido aos seus experimentos bizarros. Ele acreditava que poderia criar um ser humano perfeito a partir da junção de diversos animais. E foi por conta disso que ele foi parar em uma ilha, onde lá, ele era considerado um Deus pelas suas criações. 

A Filha do louco irá contar essa história pelos olhos de Juliet, a filha do doutor.

Por muitos anos ela acreditava que o seu pai estava morto, pois ele havia sumido sem deixar nenhuma explicação. Devido ao escândalo várias pessoas viraram as costas para ela e sua mãe, o que foi terrível, pois sua mãe terminou por morrer de tuberculose anos mais tarde. Juliet, agora sozinha, e com 16 anos, trabalhava limpando o necrotério da escola de Medicina, ou então as salas de anatomia. Ela sempre se achava diferente das outras pessoas, possuía muito conhecimento de biologia e fisiologia, não graças ao seu pai, pois o Dr. Moreau acreditava que as mulheres não tinham inteligência suficiente para praticar a medicina. Ela sabia de tudo isto graças ao criado da família Montgomery que sempre ensinara para Juliet tudo o que aprendia com o Dr.

Sofrendo constantes assédios de um Dr. da escola de medicina Juliet termina ferindo o homem para escapar de suas investidas. E com isso, deverá fugir de Londres. O seu destino poderia ser a prostituição, mas alguns dias antes ela encontrara o ex-criado da família: Montgomery. E com ele, descobrira que o seu pai estava vivo em uma ilha. É com ele e um homem completamente estranho, com uma deformação no rosto que Juliet parte para aquilo que irá ser um completo show de horrores.

Juliet tentava compreender o motivo que levara o pai fingir que estava morto, assim como os motivos para Montgomery continuar servindo-o. Era estranho imaginar que ele havia passado de um garoto para homem e ficar perto dele só despertava sentimentos que ela não imaginava que existissem. A embarcação que eles estavam era precária e transportava vários animais para a ilha. O motivo para terem tantos animais nesta viagem era um mistério para Juliet, mas lá no fundo ela sabia qual era o propósito. Perto da chegada na ilha eles encontram um Náufrago, seu nome era Edward Prince e ele estava em péssimas condições. Além disso, ele parecia nutrir algum tipo de interesse por Juliet, mas tinha algo nele que era muito misterioso. Um passado sombrio.

Muitas vezes na vida nós sabemos da verdade que nos cerca, mas teimamos em acreditar em mentiras inventadas por nós mesmos para apaziguar a dor ou então amenizar o horror. Era isso que Juliet havia feito. Ela acreditava piamente que todas as acusações contra o seu pai eram falsas, porém, aquela ilha era a prova de que o seu pai estava brincando de ser Deus. Todos os aldeões sofriam de algum tipo de deformidade ou estranheza. Eles eram dóceis e faziam tudo o que o seu pai mandava. De algum modo ele havia conseguido transformar animais em humanos, contudo, ele ainda não estava satisfeito. A vaidade era tanta que ele não acreditava que aqueles humanos/animais pudessem lhe fazer algum mal. Até que alguma criatura escapa ao controle e alguns "acidentes" mortais começam a acontecer.

Eu gostei muito da leitura. A escrita era bem interessante e fluída. Em alguns momentos eu senti que ela estava cansativa. Eram divagações da personagem que poderiam ser encurtadas ou então até mesmo riscadas que não iria fazer diferença no roteiro. 

O livro todo gira em torno de seu pai. O modo como ele levou a sua loucura a um nível completamente extremo. Para ele, todos faziam parte de um experimento. Até mesmo a sua filha Juliet. Eu gosto muito de livros de época e gostei dessa mistura de ciência com o passado e até mesmo este tema que é Tabu. Se eu não me engano, houveram realmente casos de cientistas que faziam vivissecção para juntar um animal em outro, mas não me lembro se algum cientista maluco havia tentado transformar os animais em seres humanos.

Dai no enredo do livro nós percebemos que o Dr. Moreau tem sucesso e transforma animais em humanos. Mas será mesmo que eles eram humanos? Até que ponto a parte selvagem deles poderia ser suprimida? A vaidade do ser humano é realmente algo que pode apagar a luz da razão. Muitas vezes durante a leitura eu achava que estava lendo um livro de suspense, mas depois passava para um livro de terror. Pensar em todas as coisas que aconteceram naquela ilha eu até posso pensar, mas imaginar que algo daquele tipo poderia acontecer na vida real é completamente perturbador. É de uma monstruosidade tremenda.

A autora tentou escrever um tipo de triângulo amoroso entre Montgomery, Juliet e Edward. Mas, não achei que encaixou bem - somente depois de uma explicação eu entendi o motivo dela ter tentado juntar um dos casais. E, minha gente, o pai dela era realmente louco.

Montgomery sempre foi o meu preferido. Mesmo ele sendo um cara bastante sem modos e selvagem ele tinha algo que realmente me cativou. Durante a leitura nós o observamos pelos olhos de Juliet, de como ela ainda se lembrava dos dois crianças. As dores e alegrias que enfrentaram juntos. Então, nós ainda vemos muita sensibilidade naquele homem rústico.

Eu gostei do final. Achei que foi muito bem escrito, mas não gostei tanto da cena em que foi terminada a história. Acho que precisava de apenas mais algumas linhas para terminar algum tipo de raciocínio. O modo que terminou ficou completamente vago pelo que iria acontecer a seguir. Eu pensei em vários finais diferentes. Não sei se era realmente isso o que a autora queria fazer, bom, se era isso o que ela queria ela conseguiu. Tenho várias versões para o que aconteceu no final agora hahah

Bom pessoal, espero que vocês tenham gostado da resenha. O livro é realmente muito legal de se ler e sai daquele mesmo enredo que estamos acostumados a ler! Finalmente algo novo no meio de uma pilha de livros iguais.

Resenhando: Dexter é Delicioso

Olá pessoal, tudo bom?
Hoje eu estou aqui na primeira postagem do ano"Yeyyy" e tinha que começar com uma série que adoro! Para quem não conhece Dexter é uma série de livros que fala sobre um serial killer que trabalha na polícia forense, porém, ele não mata qualquer pessoa, as suas presas, por assim dizer, são outros serial killers e o que faz essa série ser tão legal é o humor ácido que transcorre pelas páginas. Esta série ficou tão famosa que fizeram até mesmo um seriado - que já terminou e vocês podem encontrá-la na Netflix!

Resultado de imagem para Dexter é deliciosoDexter é Delicioso é o quinto livro desta série de 8 livros e desta vez somos apresentados à um novo Dexter. O papai Dexter. A sua filha acabara de nascer e com isso algo diferente acontece com Dexter... Ele passa, de repente, a ter sentimentos?... Nem ele sabe o que está de fato acontecendo com ele, só que ele começa a se perguntar se o que ele faz realmente é necessário já que ele agora é pai e sente um desejo incontrolável de permanecer perto da filha e deixar o seu passado sombrio para traz. O que incomoda muito Dexter é a volta de seu irmão Brian - que também é um serial Killer - pois os seus motivos para reaproximação são duvidosos. Principalmente quando Brian tenta e com sucesso fazer com que Astor e Cody se aproximem dele e do lado sombrio. 

Nos livros de Dexter sempre temos uma investigação principal e desta vez fala sobre o desaparecimento de Samantha Aldovar, uma menina que parecia ter os gostos normais de uma adolescente. Até que as investigações começam a tomar um rumo muito macabro, até mesmo quando vampiros, sobrenatural e até mesmo canibais são adicionados à esta lista. Você não espera que em pleno século 21 e em plena Miami existam seres canibais adoradores do submundo. 

Então, o novo Dexter, livre de qualquer traço do seu passageiro sombrio tem que ajudar a sua irmã Deborah - que está muito sensível neste livro e continua com os seus costumeiros - po$%#, fo$%-se e simpatia que conhecemos - a encontrar o sequestrador. Não bastasse ter que cuidar para não morrer de tiro ou facadas, eles deverão ter cuidado para não serem devorados.

Eu vou começar falando da capa, primeiro eu acredito que usaram uma pessoa com traços bem parecido ao ator do seriado, o que faz a pessoa que vê o seriado a se identificar. Outra coisa que é legal e com todo o sarcasmo de Jeff Lindsay - o autor do livro - são as roupas utilizadas por Dexter na capa. Onde a sua camisa - típica de Miami digamos assim - apresenta cebolas, pimentas, temperos - totalmente condizente com o título e o enredo. E nos mostra Dexter em uma situação totalmente vulnerável.

Como eu falei os livros de Dexter se apresentam com um humor ácido que vai fazer você rir. Os pensamentos de Dexter são bem conflitantes neste livro, pois ele deseja renegar tudo aquilo o que ele é. Então temos conflitos internos, sarcásticos e humorados. Algo legal também são as coisas que ele fala, suas tiradas em momentos inoportunos, mas que realmente arrancam um riso. A leitura do livro continua prazerosa e nos faz ansiar para os próximos!

Resenha do quarto livro: Dexter - Design de um Assassino